Existe avião mais seguro ou perigoso para se viajar?

Estudos dizem que aproximadamente 40% de todos os passageiros têm medo de voar.

Perguntas frequentes para quem tem fobia de voar de avião são: “Qual companhia aérea mais perigosa de se voar?” ou “Qual o avião mais perigoso para se viajar?”.

A primeira pergunta uma pesquisa recente pode ajudar a responder. (Leia aqui uma crítica a esta pesquisa). De qualquer modo, especialistas costumam recomendar aos viajantes que prefiram empresas de países desenvolvidos (onde as exigências e vistorias são mais rigorosas), sem histórico conhecido de problemas técnicos, com número reduzido de queixas dos clientes e, de preferência, sem problemas financeiros graves.

A segunda pergunta está relacionada com a primeira, pois não existem aviões perigosos. O Boeing da Gol que caiu em 2006, por exemplo, era de última geração, tinha pouquíssimas viagens realizadas e mesmo assim foi envolvido em uma acidente em que todos os ocupantes morreram.

Ou seja, o que existem são empresas aéreas com padrões de segurança menos eficientes do que outras.

As aeronaves seguem um critério próprio de tempo de vida, baseado em três fatores – anos, horas de voo e ciclos. Um ciclo completo equivale a um voo, isto é, a uma decolagem e um pouso.

Toda aeronave ao entrar em operação é certificada para uma vida útil operacional, que varia de fabricante a fabricante, além de modelo de avião.

É importante lembrar também que o número de acidentes precisa ser cruzado com outra estatística igualmente importante: o número de decolagens. Só assim podemos equalizar as diferenças que são enormes entre os números de aeronaves em operação.

Esse número é até mais importante que a comparação com o número de horas voadas. Afinal, sabe-se que a maioria dos acidentes ocorre durante pousos e decolagens. Assim sendo, aeronaves de pequeno e médio porte, realizam num dia típico de trabalho até 20 pousos e decolagens, contra habitualmente duas ou quatro dos tipos usados em voos de longa distância.

Por exemplo: se analisarmos os acidentes em números absolutos, tivemos 22 jumbos 747 envolvidos em acidentes que envolveram perda da aeronave, contra apenas 1 acidente do Concorde. Isto significa que o 747 é 22 vezes mais perigoso do que o Concorde? Absolutamente, não!

Precisamos considerar o número de decolagens realizadas comercialmente pelos 14 Concordes outrora em operação contra os mais de 1.300 jumbos 747 voando desde 1970. Portanto, percebe-se que o 747 é uma aeronave estatisticamente muito mais segura do que o Concorde.

Vamos aos dados computados até 31/12/2000, classificando as aeronaves, não envolvidas em atos terroristas, do pior ao melhor desempenho sendo que os Boeings 737 Next Generation, 777 e 717 e Airbus A340 e A330 não tiveram perdas. A fonte é da Boeing Commercial Airplane.

Fonte: Meio Aero.

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